No olho do furacão… parte 01

O grande interesse pelas mamoplastias de aumento tem a ver com a evolução das próteses de silicone, desde que surgiram na década de 60, e das técnicas cirúrgicas, nos últimos tempos. As grandes pesquisas sobre o assunto começaram na década de 70 com o intuito de tornar os resultados mais naturais. Mas os estudos decisivos aconteceram nos anos 80 e 90, quando o formato e a textura dos implantes foram aprimorados. Nesta década, a tecnologia continuou evoluindo e o material da prótese, antes liso – o que poderia provocar irregularidades –, foi substituído por outro – rugoso, também de silicone. “O gel interno, que antes era líquido, se escapasse, podia se espalhar pelos órgãos e se misturar à corrente sanguínea, o que poderia causar infecções graves. Agora, a prótese é recheada de gel, que não se mistura à corrente sangüínea, num caso  excepcional de vazamento”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado. Segundo o médico, o emprego do silicone industrial pode causar reações inflamatórias e levar a problemas como a mastite. “Atualmente, é usado o gel de silicone coesivo no preenchimento dos implantes, o que garante a segurança em relação aos tecidos mamários. Esse gel coesivo é uma espécie de espuma e não um líquido, como eram os implantes, antigamente. Este tipo de substância utilizada nos implantes permite ao cirurgião saber de forma mais precisa como vai ficar a mama, depois da cirurgia plástica. Além disso, ao toque, essa coesividade permite um resultado estético muito melhor e mais próximo da mama natural”, explica o médico. A evolução do silicone foi essencial para reduzir os casos de vazamento e de contratura capsular. E os números provam isso: no início, quando o material era líquido, a cada cem implantes realizados, um ficava duro. Mais tarde, quando ele se tornou gelatinoso, apenas uma prótese a cada mil colocadas endurecia. “Hoje, devido ao aprimoramento do material, a chance de encapsulamento é mínima, menor que 1%. Mas a paciente precisa ser alertada que qualquer prótese pode ser rejeitada pelo organismo”, destaca o diretor do Centro de Medicina Integrada.

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